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Tim Maia Vale Tudo, o Musical volta a São Paulo

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Com direção de João Fonseca, o espetáculo que já foi visto por mais de 320 mil pessoas, reestreia dia 05 de Julho para curta temporada com apresentações de sexta a domingo, sendo duas aos sábados, no Teatro Procópio Ferreira.

O musical de Nelson Motta trouxe pela primeira vez aos palcos a história de um dos maiores ídolos da música brasileira tornando-se verdadeiro fenômeno do teatro nacional.

“Tim Maia foi o ser mais livre que eu conheci”.  A frase de Nelson Motta sintetiza de forma ampla e ao mesmo tempo precisa uma das figuras mais controversas, anárquicas e amadas que a música deste país já produziu. Tudo no saudoso artista é superlativo, inclusive o retumbante sucesso de Tim Maia – Vale Tudo, o musical, que se tornou o grande fenômeno do teatro nacional nos últimos 2 anos.

O elenco é encabeçado por Danilo de Moura, que substitui Tiago Abravanel. Izabella Bicalho, Lilian Valeska, Pedro Lima, Andreh Viéri, Bernardo La Rocque, Reiner Tenente, Evelyn Castro, Pablo Ascoli, Aline Wirley e Leticia Pedroza completam a escalação.

“Chamei atores que conhecia ou com quem já tinha trabalhado. Nem foram necessárias aulas de canto, todos já vieram totalmente preparados”, explica João Fonseca. Cada um deles interpreta de três a sete personagens, desde os pais de Tim Maia e figuras célebres como Roberto e Erasmo Carlos, Elis Regina, Jorge Benjor, Carlos Imperial, Chico Buarque e o próprio Nelson Motta, até presenças pontuais como os irmãos, músicos, amigos, entre outros.

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A amizade com Tim, conta Nelson Motta, começou em 1969, quando produziu para o disco de Elis Regina o dueto que apresentou ao mundo o vozeirão do cantor, ‘These are the songs’. Por isso, é testemunha de histórias incríveis, como as aventuras vividas nos Estados Unidos, no início da carreira, graças a um improvável convite da Arquidiocese. A viagem não terminou bem: Tim voltou ao Brasil deportado, acusado de roubar um carro e de portar substâncias ilegais.

Do livro para o palco, o processo de transposição do texto foi todo muito orgânico e em parceria: “Fui amigo do Tim a vida inteira, sabia tudo dele. Então foi fácil e muito prazeroso escrever, porque o João Fonseca me ajudou muito com a sua visão teatral, cênica de espetáculo. Sou de uma escola jornalística, narrativa, linear, e ele me estimulou a criar cenas livremente. E Além desse auxílio luxuoso – e decisivo – do João, o espetáculo é uma obra em progresso, que foi sendo adaptada e ajustada durante os ensaios, de acordo com as possibilidades que se abriram. Para mim foi tudo novidade. E estou tomando gosto!”, confessa o autor.

O diretor João Fonseca optou por estruturar a narrativa em blocos temáticos, que são ilustrados por clássicos de Tim que remetem conceitualmente a cada passagem. A cena se desdobra a partir da infância pobre no bairro carioca da Tijuca, o contato com a música e as primeiras bandas que integrou, como ‘Tijucanos do Ritmo’, ‘The Sputniks’ e ‘The Snackes’, quando conheceu Roberto Carlos, Jorge Benjor e Erasmo Carlos.

Momentos como a partida para os Estados Unidos, em 1959, e a posterior deportação por roubo e porte de drogas; a eclosão da Jovem Guarda e a gravação do primeiro disco; a primeira grande paixão, Janete, e as discussões explosivas travadas entre o Rio e Londres em diversas idas e vindas; o período em que aderiu à ideologia ‘Racional Superior’; a explosão popular; os filhos; a formação da banda Vitória Régia…todos os acontecimentos são permeados por episódios memoráveis (e na maioria das vezes hilários) radiografados com precisão de detalhes por Nelson Motta.

Fiel à construção narrativa concebida por Nelson e João, o cenógrafo Nello Marrese projetou a área cênica como um palco de show com paredes e objetos de estúdio, os dois lugares onde Tim Maia se sentia mais à vontade.

A partir disso, há 14 trocas de cenário através de adereços e elementos alegóricos. “As mudanças ocorrem a cada bloco temático. Por exemplo, a infância é representada por um imenso varal de roupas e objetos de praia; a primeira banda dele, por semáforos; já na fase ‘racional’, o palco fica todo branco; no final, e um telão de led”, explica Nello.

Reproduzir a estética sonora da Vitória Régia, banda formada por Tim em 1976 e que o acompanhou por 22 anos, foi a escolha do diretor musical e arranjador Alexandre Elias: “A Vitória Régia teve várias formações ao longo dos anos, com 8, 9 ou 10 músicos, de acordo com as escolhas do Tim em cada momento”. Conversando com amigos que tocavam na banda, Alexandre chegou à formação mais constante, com três sopros, teclado, guitarra, baixo e bateria. Mesmo tendo mudado a sonoridade ao longo da carreira, o que se ouve no espetáculo é o Tim Maia da black music: “O Tim foi o precursor da soul music no país, voltou dos EUA muito influenciado pelo som da Motown e criou por aqui aquilo que se chama de ‘música preta brasileira’. Optamos por ressaltar as variações do Tim Maia como cantor e compositor ao longo da carreira através da sonoridade mais característica dele, totalmente black music, de canções antológicas como ‘Azul da Cor do Mar’, entre tantas outras”, contextualiza Alexandre.

E assim, uma das trajetórias mais impressionantes da música brasileira é narrada pela primeira vez nos palcos. Sebastião Rodrigues Maia, Tião Marmiteiro, Tim Maia, uma profusão de personagens diversos dentro de um só, aquele responsável pela trilha sonora das vidas de uma legião de fãs até hoje. Ou como muito oportunamente concluiu Nelson Motta após encontrá-lo em Nova Iorque pela última vez, em 97, “Estava muito feliz de reencontrá-lo tão alegre e bem-disposto, achei até que estava um pouco mais magro – embora ainda imenso (…). Só consegui sair de lá horas depois de muita conversa e gargalhadas, entre várias rodadas de café completo, ovos mexidos e incessante carburação, me divertindo com as histórias que qualquer ficcionista consideraria inverossímeis, mas eram apenas fatos e acontecimentos corriqueiros do cotidiano de Tim Maia”.

No espetáculo, grandes sucessos como, Vale Tudo, Do Leme ao Pontal, Cerejeira Rosa, Azul da cor do Mar, Primavera, Padre Cícero,  Eu amo VocêNão quero dinheiro, Chocolate, These are the songs, Gostava Tanto de você, Sossego, Acende o Farol e Você, são ouvidas e cantadas.

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TIM MAIA – VALE TUDO, O MUSICAL

Teatro Procópio Ferreira (662 lugares)
Rua Augusta, 2.823 – Cerqueira César
Informações: 3083-4475. Reservas e grupos: (11) 3064-7500
Vendas: www.ingressorapido.com.br e tel.: 4003-1212.
Bilheteria: de terça à quinta, das 14h às 19h; de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Acesso a deficientes físicos, ar condicionado e entrega de ingressos a domicílio. Estacionamento conveniado na Rua Augusta, 2673 – R$ 10 (período de 4 horas, só aos sábados).

Sexta às 21h30 | Sábado às 17h e 21h | Domingo às 18h
Ingressos:
Sexta: R$ 100 (premium) | R$ 80,00 (setor I) | R$ 50 (setor II)
Sábado e Domingo: R$ 120 (premium) | R$ 100 (setor I) | R$ 60 (setor II)

Duração: 160 minutos
Classificação 14 anos

Reestreia dia 05 de Julho
Curta Temporada: até 25 de agosto

Ficha Técnica: 

Texto: Nelson Motta
Direção: João Fonseca
Direção musical: Alexandre Elias
Elenco: Danilo de Moura, Izabella Bicalho, Lilian Valeska, Pedro Lima, Andreh Viéri, Bernardo La Rocque, Reiner Tenente, Evelyn Castro, Pablo Ascoli, Aline Wirley e Leticia Pedroza.
Coreografias: Sueli Guerra
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Design de Som: Beto Malfatti
Cenário: Nello Marrese
Figurinos: Rui Cortez

 

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