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Teatro Viradalata comemora 15 anos de história com mostra de repertório infantil online e presencial no mês de janeiro

Fundada em 2005 por Alexandra Golik, a Cia Viradalata vem produzindo diversos espetáculos aclamados pelo público e crítica. Os cinco espetáculos infantis da companhia entram em cartaz no Teatro Viradalata a partir de 4 de janeiro de 2021 e ficam em cartaz até dia 29 de janeiro de 2021 de maneira híbrida: é possível assistir ao vivo no teatro ou online pelo canal do Youtube.

Toda a programação acontece de segunda a sexta-feira, às 16h, é gratuita e executada por meio da 1ª Edição do Prêmio Aldir Blanc de Apoio à Cultura da Cidade de São Paulo

A companhia, que tem como uma das suas principais características a utilização dos fundamentos do teatro físico, além de estar intimamente ligada ao cômico e a técnica do palhaço, apresenta 20 sessões dos espetáculos:  Coquetel de Fadas, Os Três Mosqueteiros, Viralatas o Musical, História do Brasil e Medinho Medão.

Porque fazer teatro infantil?, por Alexandra Golik

Há 15 anos que faço essa pergunta. E, ao longo desse tempo, venho refletindo sobre meu trabalho e a resposta seria simples, se a questão não fosse tão complexa. Fazer teatro infantil serve para que as crianças possam, através do imaginário, entender algumas das questões mais profundas da vida como o respeito, a amizade, a compaixão, a tolerância, a justiça, o amor, a dignidade, a honestidade, a força de vontade, o senso de humor, assim como a raiva, o egoísmo, a intolerância, a injustiça, a discriminação, a desonestidade, a falta de respeito, a inimizade, a desonestidade e tantas outras questões. 

A arte como um todo tem um grande poder de “síntese da realidade”. É através dela que muitas vezes se pode compreender o incompreensível. E o teatro é em si, uma arte muito rica, pois engloba muitas outras artes como música, dança, pintura, arquitetura, literatura, e ainda outras não citadas aqui.

Acredito que ter contato com um universo tão rico, certamente contribui para que desde cedo, uma criança seja uma pessoa mais completa, com mais recursos. 

Por isso fazer Teatro Infantil é tão importante. Quanto mais cedo uma criança tem contato com o universo artístico, mais facilmente poderá se tornar um ser humano melhor, mais abrangente.

Educação, arte e cultura deveriam andar juntas, uma vez que uma complementa a outra. Se em nosso país tivéssemos isso como premissa escolar, nos tornaríamos rapidamente um país mais desenvolvido e mais justo.

A Cia Viradalata trabalha com a renovação do tratamento dado às plateias infantis, pois o teatro para crianças é um gênero teatral específico e a companhia conhece as balizas e os componentes preponderantes que delimitam uma encenação teatral para as plateias infantis, bem como os elementos que definem esta especificidade e onde se localizam, na carpintaria e nos conteúdos dramatúrgicos, na encenação e na interpretação.

Embora com uma grande produção na cidade de São Paulo, o teatro para crianças ainda é considerado como uma arte de menor importância, tanto pelos órgãos públicos da cultura e da educação como pelos patrocinadores e até mesmo pelos artistas, na sua grande maioria, encarando-o muitas vezes como arte para o início de carreira.

É claro que o que se observa é que ainda permanece um número expressivo de espetáculos com propósitos questionáveis e interesses nitidamente comerciais com adaptações improvisadas atraindo grande parcela do público que, ao escolher o espetáculo, opta por títulos conhecidos.

As atividades artísticas dedicadas às crianças no campo da produção, da difusão, da memória e do estudo não são priorizadas pelas políticas públicas. Todos estes fatos são decorrência, em última análise, de uma visão estreita que ainda prevalece em relação ao tema e à sua importância no conjunto das artes, da educação e da cultura. Ampliar o nível de compreensão e o reconhecimento da importância do teatro para crianças é o grande desafio a ser enfrentado com o objetivo de transformação desta realidade.

Coquetel de fadas

 Segundas-feiras, às 16h

Tudo começa quando Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Branca de Neve estão na floresta, apressadas, correndo de volta para casa. Chapeuzinho se perdeu ao procurar a casa da avó, Cinderela se perdeu porque se atrasou ao sair do baile e Branca de Neve se perdeu ao fugir da bruxa malvada. Desesperadas, as três personagens correm muito para achar o caminho de volta quando, inesperadamente, perdem um de seus sapatos. Agora, além de precisarem chegar ao lugar desejado, sabem que só serão novamente apresentáveis à sociedade quando recuperarem o sapato perdido e tiverem novamente um par. 

Ficha técnica 

Texto e Direção: Alexandra Golik

Elenco: Rennata Airoldi e Bebel Ribeiro

Cenário: Paula de Paoli e Alexandra Golik

Trilha Original Composta: Gus Bernardo

Supervisão Musical: Marco Boaventura

Letra das Músicas: Alexandra Golik

Figurino: Luciano Ferrari

Sapatos: Alexandra Golik

Adereços: Beto Silveira

Programação Visual e Ilustrações: Paula de Paoli

Iluminação: André Lemes

Fotos: Natalia Angelieri

Contra-regra: Fernando Sagas

Produção e Realização: Cia. Viradalata

Os 3 Mosqueteiros

Terças-feiras, às 16h

Tudo se passa na França de 1625, época de grande convulsão política e religiosa em que o Rei Luís XIII e seu conselheiro, O Cardeal Richellieu, querem manter a qualquer custo o controle de seus compatriotas protestantes na defesa dos interesses franceses. Neste contexto, D’Artagnan, um jovem provinciano, sai de sua terra natal no Sul da França em direção a Paris com o intuito de se tornar um fiel mosqueteiro do rei. No entanto, antes de atingir seu objetivo, muitas peripécias acontecem, obrigando o jovem gascão a lidar com toda sorte de intrigas, romances e segredos que alteram inesperadamente a história. O perigo é constante neste universo de espiões e delatores, mas ao juntar-se aos mosqueteiros Athos, Porthos e Aramis, D’Artagnan faz com que até o impossível se torne possível, tamanha é a força desta união. Juntos, D’Artagnan e seus três amigos mosqueteiros enfrentam, sem jamais esmorecer, o poderosíssimo Cardeal Richelieu e sua rede de intrigas, conspirações e deslealdades, encabeçada pela pérfida Milady. “Um por todos e todos por um” resume, de forma fidedigna, alguns dos grandes significados desta história: a luta pelo poder e a importância capital da amizade. Adaptação livre do livro “Os 3 mosqueteiros” de Alexandre Dumas.

Ficha técnica:

Texto e direção: Alexandra Golik

Assistente de direção: Bebel Ribeiro

Elenco: Bebel Ribeiro, Marco Barretto e Renatta Airoldi

Figurinos: Luciano Ferrari

Produção de figurinos: Elen Zamith

Cenário: Alexandra Golik, Michele Rolandi e Tide Nascimento

Trilha sonora original: Gus Bernard e Alexandra Golik

Letras das músicas: Alexandra Golik 

Adereços e desenho gráfico: Victor Poeta

Iluminação: André Lemes

Fotos: Lenon Bastos e Natalia Angelieri

Administração: André Oliveira

Direção de produção e produção executiva: Cia Viradalata

Realização: Cia Viradalata 

Viralatas, o Musical 

Quartas-feiras, às 16h

Fifi recebe vários “mimos” de sua dona e costuma passear na badalada Rua Oscar Freire. Embora cercada de todo “luxo” se sente sempre muito sozinha… Esse cenário estável se transforma depois que seus novos amigos vira-latas colocam Fifi em uma grande enrascada e sua dona resolve devolvê-la ao Pet Shop. Muito arrependidos, os colegas criam um plano para resgatar a cachorrinha. Ajudam a contar a história as doze músicas assinadas por Golik com arranjos de Gus Bernard. O musical tem como pano de fundo a delicada questão sobre a necessidade de adoção de animais abandonados.

Ficha técnica

Texto e Direção: Alexandra Golik

Assistente de direção: Bebel Ribeiro

Elenco: Bebel Ribeiro, Diego Rodda, Marco Baretho

Cenário e Figurino: Paula de Paoli

Trilha Sonora Original: Gus Bernard

Iluminação: André Lemes

Fotos: Natalia Angelieri

Direção de Produção e Produção Executiva: Cia Viradalata

História do Brasil 

Quintas-feiras, às 16h

O espetáculo explica os principais acontecimentos históricos do Brasil, desde a chegada de Pedro Álvares Cabral até os dias atuais, de forma lúdica e musical. Os acontecimentos são tratados com leveza e humor, focando na formação dos pilares da estrutura social brasileira. Passaremos pelos períodos da Colônia, Reino Unido, Império e República, por cada uma das sete Constituições que já vigoraram e pelas algumas das principais mobilizações populares que existiram ao longo de nossa história.

Ficha técnica

Texto e direção: Alexandra Golik

Assistente de direção: Bebel Ribeiro

Elenco: Diego Rodda, Humberto Morais, Joice Jane Teixeira, Marco Barretho e Rennata Airoldi 

Cenário e design gráfico: Paula de Paoli

Figurinos: Luciano Ferrari

Produção de Figurino: Lord Lu Entreterimento

Iluminação: André Lemes

Vídeos: Dani Taks

Projeção Mapeada: Eduardo Artoud

Música e Letras: Alexandra Golik

Arranjos das Músicas: Gus Bernard

Trilha Incidental: Diego Rodda

Operador de Som e Vídeo: Fernando Sagas

Adereços: Michelle Rolandi

Fotos: Natalia Angelieri

Medinho, Medão

 Sextas-feiras, às 16h

O espetáculo conta a história de Rafa, que, como muitos meninos urbanos, sofre com a ausência de seus pais, que trabalham muito e estão sempre super ocupados. O mundo de Rafa é povoado por medos: de elevador, de formiga, de cair da cama, de barata, de barulho, de ficar sozinho, do escuro, do fundo, do fogo, do frio, da professora de matemática, de monstro e de minhoca. Num dia em que todo mundo esquece de buscá-lo na escola, em sua solitária espera, Rafa cai no sono; seu sonho o leva para um lugar diferente, onde começa a entender que ter medo não é uma vergonha e acabar com ele pode ser um desafio, além de muito divertido.

Ficha técnica

Texto, direção e cenário: Alexandra Golik

Elenco: Diego Rodda e Marco Barretho 

Programação visual e ilustração: Paula di Paolli

Trilha sonora – trilha original, composição e arranjos: Guga Bernardo

Supervisão musical: Marco Boaventura

Letras de músicas: Alexandra Golik

Figurino: Kleber Montanheiro

Iluminação: André Lemes

Adereços: Beto Silveira

Fotos: Natalia Angelieri

Sobre Alexandra Golik

Bacharelada em Interpretação Teatral na Escola de Comunicação e Artes de São Paulo – ECA-USP. Estudou na École Internationale de Théâtre de Jacques Lecoq, e na École Philippe Gaulier, ambas em Paris. Escreveu e dirigiu vários espetáculos, entre eles: Killocaloria, Insônia, O Poço, Mamy, Seqüestro, Vilcabamba, Medinho Medão e Coquetel de Fadas. Foi co-autora nas adaptações de Chapeuzinho Vermelho, Os 3 Porquinhos, João e Maria, Peter Pan e Wendy, Alice no País das Maravilhas e Pinóquio feitas pela Cia Le Plat du

Jour, fundada em 1992. Como atriz fez inúmeros espetáculos infantis e adultos. Recebeu os prêmios APCA e FEMSA por Peter Pan e Wendy, prêmio FEMSA de melhor atriz e melhor adaptação por Os Três Porquinhos e APCA de melhor adaptação por Os Três Porquinhos. Como melhor atriz, recebeu o FEMSA e APCA pelo espetáculo Peter Pan e Wendy e melhor direção pelo espetáculo Grávido.

Ficha Técnica da Mostra de Repertório

Direção Artística: Alexandra Golik

Direção de Produção: André Oliveira

Produção: Natalia Angelieri

Designer: Giulia Vilaverde

Operador de Som: Bianca Livorno e Fernando Freitas

Operador de Luz: André Lemes

Coordenação e Prestação de Contas: Michelle Gabriel

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

De 04 a 29 de janeiro de 2021 – de segunda a sexta-feira, às 16h

Gratuito – retirar ingresso na bilheteria ou acessar o canal do youtube do Teatro Viradalata
** A bilheteria abre duas horas antes das apresentações.

Rua Apinajés 1387 – Perdizes

11 3868-2535

Agenda:

Coquetel de fadas: às segundas;

Os 3 Mosqueteiros: às terças;

Viralatas – o Musical: às quartas;

História do Brasil: às quintas;

Medinho Medão: às sextas

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