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Sucesso no Brasil com a animação Kiriku e a Feiticeira, Michel Ocelot estreia sua nova animação DILILI EM PARIS

O cineasta Michel Ocelot possui no Brasil um nicho de fãs apaixonados pelo seu trabalho como diretor. Temos exemplos de sucesso de seus filmes lançados anteriormente no brasil, tais como: Kiriku e a Feiticeira (1998), Kiriku 2 – Os Animais Selvagens, As Aventuras de Azur e Asmar (2006), Contos da Noite (2011) e Kiriku – Os Homens e as Mulheres (2012) na maioria das vezes focando em histórias heroicas, educativas e de cunho social.

Em seu mais recente trabalho DILILI EM PARIS (2019) vencedor do Prêmio César de Animação 2019, ele nos apresenta a carismática e encantadora garotinha Dilili, que durante sua primeira visita à Paris, precisa desvendar os misteriosos desaparecimentos de outras garotinhas como ela, que estão sendo sequestradas pelos mestrres do mal. Para isso, ela encontrará amigos extraordinários, como Monet, Rodin, Santos Dumont e muitos outros, que irão ajudá-la nesta aventura.

O diretor francês, Michel Ocelot escolheu, pela primeira vez, o cenário de Paris para situar o seu filme e no período da Belle Époque pelas roupas fabulosas que as mulheres usavam e também pelos pesquisadores e artistas excepcionais que viveram durante esse período, incluindo: Marie Curie, Louis Pasteur, Renoir, Rodin, Monet, Louise Michel, Picasso, Camille Claudel, Emma Calvé, Toulouse-Lautrec, Proust, entre outros.

“Dilili em Paris” que levou dois prêmios importantes de MELHOR ANIMAÇÃO 2019 no Cèsar e no Festival Lumiére, se passa entre os séculos XIX e XX, momento em que as mulheres se emancipam gradualmente e vão para o mercado de trabalho. A animação traz esse questionamento da posição da mulher e carrega uma forte mensagem feminista ao conceder o protagonismo à Dilili, uma personagem forte e empoderada.

Michel Ocelot admite que para fazer “Dilili em Paris”, ele se inspirou em Jules Verne, Victor Hugo e os romances como The Mysteries of Paris de Eugène Sue.

Durante a preparação de seu filme, Michel Ocelot declarou que haviam apenas personagens brancos:

“Pareceu-me um empobrecimento para minha plateia e para mim. Procurei na época algumas pessoas mais coloridas que os gauleses. […] O primeiro contato dos parisienses com seres diferentes foi de fato as “aldeias indígenas” reconstituídas em parques. Lendo as lembranças de Louise Michel, deportada para a Nova Caledônia, descobri que ela estava interessada no país, em seus costumes, em suas lendas e, principalmente, em ter continuado sua profissão de professora com pequenos kanakes. Assim, pequenos kanakes podiam ler e escrever em francês e eu imaginei um deles em um grupo dessas aldeias estabelecidas em Paris. Eu fiz dessa criança uma pequena menina, já que era para defender as meninas […]. Eu também acrescentei uma peculiaridade à heroína, ela é mestiça, outra categoria que sofreu, rejeitada pelos dois lados”.

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