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Protocolo Volpone, um clássico em tempos pandêmicos no estacionamento do Teatro Arthur Azevedo

Com a entrada de São Paulo na fase verde, está confirmada a estreia de forma presencial no dia 21 de outubro, no Estacionamento do Teatro Arthur Azevedo, do espetáculo Protocolo Volpone – Um Clássico em Tempos Pandêmicos, a mais famosa comédia de Ben Jonson, na versão de Stefan Zweig, com adaptação de Marcos Daud e direção de Johana Albuquerque. Haverá três sessões de pré-estreia nos dias 16, 17 e 18 de outubro.

Nesta montagem, a doença contagiosa e a ganância pelo dinheiro tomam a frente da história e reforçam a impressionante contemporanidade que um clássico oferece. O texto foi encenado pelo Teatro Brasileiro de Comédia nos anos 1950, e Décio de Almeida Prado, crítico que ajudou a formar o público do TBC, assim descreve o texto: ‘Voltore’, ‘Corvino’, ‘Corbaccio’  –  Ben  Jonson   não   teria  reunido assim esse bando de aves de rapina, em torno de Volpone, a astuta raposa velha, se não pretendesse escrever a mais estranha e inesperada das comédias: “a comédia da morte”.

O elenco é composto pelos atores Daniel Alvim, Helena Ranaldi, João Carlos Andreazza, Luciano Gatti, Marcelo Villas Boas, Mauricio de Barros, Pedro Birenbaum, Vanderlei Bernardino, Sergio Pardal e Vera Bonilha. Na visualidade do espetáculo figuram o cenógrafo Julio Dojcsar, a iluminadora Aline Santini, a figurinista Silvana Marcondes, o diretor musical Pedro Birenbaum e o visagista Leopoldo Pacheco. O projeto conta também com a assistência de direção de Cacá Toledo e produção de Anayan Moretto

Sobre o espetáculo

Trata-se de uma adaptação de Volpone, de Ben Jonson, contemporâneo de Shakespeare, um dos textos mais encenados no Reino Unido. O texto ganha uma versão enxugada pelo austríaco Stefan Zweig, nos anos 1920, a partir da qual Marcos Daud fez a versão atualizada para o contemporâneo. Volpone é um homem sem filhos, especialista na arrecadação de riquezas e, para mais acumular, finge estar agonizante e diverte-se com o desfile de bajuladores que, na expectativa de serem contemplados em seu testamento, o enchem de favores e se prestam a todas as humilhações. É uma comédia clássica, com uma embocadura de linguagem aparentemente de época, mas também divertida, cáustica e popular. 

Uma letra de música escrita especialmente por Bertolt Brecht para uma montagem deste texto, pela diretora Elizabeth Hauptmann, em 1952, é utilizada neste espetáculo. 

A proposta de pesquisa da Bendita Trupe é investigar uma alternativa possível e segura para a realização de um projeto cênico presencial na cidade de São Paulo na pandemia, antes da abertura dos teatros fechados e antes da chegada da vacina

Com protocolos criados para que todos estejam protegidos, a elaboração da obra partiu do desejo do resgate do encontro primordial do teatro, a experiência presencial e efêmera entre o público e a cena (mesmo que de forma restrita). Chegaram, então, ao dispositivo cênico ao ar livre que abriga 20 espectadores em cabines individuais, assim como a atuação e movimentação dos atores no espaço com distanciamento físico entre eles, além do compartilhamento de objetos cênicos através de medidas de proteção, procedimentos que se transformaram em linguagem e criação cênica.

Uma particularidade deste projeto é o fato de que a equipe criadora e de produção participam do espetáculo no papel de “anjos de proteção”. Responsáveis por estabelecer os protocolos dentro da própria cena, direção, figurinista, iluminadora, cenógrafo, diretor musical e produção circulam por dentro do espaço cênico para garantir a troca segura de objetos entre os atores, o traslado de grandes mobiliários, o cuidado com o som e a luz, além de serem os guias da plateia na circulação pelo estacionamento.

Ações formativas

O projeto abarca um braço formativo com ações online que compartilharam o processo de criação de Protocolo Volpone, um clássico em tempos pandêmicos: quatro ensaios abertos sobre as atividades online e presenciais via zoom; um ciclo de cinco debates sobre as relações entre teatro, cultura e pandemia pelo Sympla com debatedores especialmente convidados; além de uma leitura dramática do texto, adaptado por Marcos Daud, pelo @rededeleituras. Todos eventos ocorreram em setembro. 

Participaram dos debates o historiador Ricardo Cardoso e a tradutora e dramaturga Christine Röhrig, na conversa “Teatro, Peste e Guerra: Shakespeare, Brecht & Heiner Müller”; o artista plástico e performer Nuno Ramos e o dramaturgo e diretor Rubens Rewald, na mesa “Encenação, Dramaturgia e Público na Pandemia: Teatro Presencial antes da Vacina”; a educadora e artista multilinguagem Bruna Paiva e o psiquiatra e pesquisador Renato Antunes dos Santos, na mesa “Corpo e cidade: conviver com a pandemia em espaço público”; a diretora do Barracão Teatro, Tiche Vianna, e o ator e diretor do Grupo Moitará, Venício Fonseca, no debate “A Máscara como expressão e protocolo no teatro contemporâneo”; e Gabriela Carneiro da Cunha (artista e pesquisadora), e Célio Turino (historiador e escritor), no bate-papo “O bem viver, sonhos e utopias: a pandemia como oportunidade de imaginar novos mundos”.

FICHA TÉCNICA 

Texto: Ben Jonson, na versão de Stefan Zweig

Adaptação: Marcos Daud

Idealização e direção: Johana Albuquerque 

Assistência de direção: Cacá Toledo

Atores: 

Daniel Alvim (Volpone), 

Helena Ranaldi (Canina), 

Joca Andreazza (Corvino),

Luciano Gatti (Leone),

Marcelo Villas Boas (Juiz),

Maurício de Barros (Mosca),

Pedro Birenbaum (Inspetor e Músico em cena), 

Vanderlei Bernardino (Voltore), 

Sérgio Pardal (Corbaccio),

Vera Bonilha (Colomba). 

Cenografia e Adereços: Julio Dojcsar

Desenho de Luz: Aline Santini

Figurinos: Silvana Marcondes

Direção Musical, Músicas Originais e Produção de Som: Pedro Birenbaum

Visagismo: Leopoldo Pacheco

Colaboração nos Desenhos de Cena: Kenia Dias

Preparação Corporal Kempô: Ciro Godoy

Pesquisa Acervo de Brecht: Christine Röhrig

Letra da Música Oh Veneza, Cidade dos Sonhos: Bertolt Brecht

Sonorização: Kako Guirado

Operação de Som:  Anderson Moura

Microfonista: Matheus Santos

Assistente de Luz e Operação: Pajeú Oliveira

Costura: Bene Calistro, Marcelo Leão e Julmira Mendes

Maquiagem Atores Fotos Programa: Jéss Inamura

Cenotécnico: Zito

Design Gráfico: Helena de Barros

Mídias Sociais do Espetáculo: Platea 

Mídias Sociais Bendita Trupe: JustWebSites

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Fotos do Espetáculo e do Programa: Maria Clara Diniz

Fotos de Ensaios e do Espetáculo: Marcelo Villas Boas

Vídeo Registro do Espetáculo e Teasers: Kim Leekyung e Marcelo Villas Boas 

Edição de Vídeo Ensaios Abertos: Lucca Savio

Edição de Vídeo Leitura: Luciano Gatti

Contabilidade: RC Master

Produção Executiva: Marcelo Leão

Produção e Administração: Anayan Moretto 

Coordenação Geral: Johana Albuquerque

Realização: Bendita Trupe 20 Anos

SERVIÇO

Protocolo Volpone, Um Clássico em Tempos Pandêmicos

Estacionamento do Teatro Arthur Azevedo

Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo – SP, 03115-020 –Tel: (11) 2604-5558

Pré-estreias: Dias 16 e 17 de outubro, às 20h e 18 de outubro às 18h

Estreia: 21 de outubro

Temporada: de 21 de outubro a 08 de novembro

De quarta a sábado às 20h; domingos às 18h

20 lugares

Ingressos: Pague quanto puder (Gratuito a R$ 20)

A aquisição dos ingressos ocorrerá na véspera dos dias de apresentação, através de link disponibilizado na bio da @benditatrupe no Instagram e, também, na página da @Bendita Trupe do Facebook, sempre a partir das 11h.

Não haverá bilheteria presencial no teatro.

Classificação: 12 anos 

Duração: 110 minutos

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