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O Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo, retorna ao Rio de Janeiro no Theatro NET Rio

A peça O Topo da Montanha, com Lázaro Ramos e Taís Araújo continua sua carreira de sucesso, tendo já sido vista por cerca de 100 mil espectadores, além de ter recebido uma indicação ao Prêmio Shell, de melhor atriz, para Taís Araújo.Desde sua estreia em São Paulo, em outubro de 2015, o espetáculo percorreu 11 estados brasileiros e visitou 15 cidades, sempre com sessões esgotadas – desta vez a temporada será no Theatro Net Rio, entre 16 de março de 23 de abril de 2018.

A primeira incursãodo espetáculona capital fluminense foi em janeiro de 2017, ocasião em que esgotou todos os ingressos da temporada em 24 horas. Em janeiro de 2018 fez nova aparição no Teatro Imperator, no Méier, também com ingressos esgotados em poucos dias. O Topo da Montanha estreou em Londres, em 2009, ganhou versão na Broadway, em 2011 e, por aqui, há dois anos, tem carreira ascendente, sendo protagonizada e também produzida por Lázaro Ramos e Taís Araújo, com direção de Lázaro Ramos e codireção de Fernando Philbert.

A encenação que conquistou tantos espectadores relembra que, há quase cinquenta anos, no dia 4 de abril de 1968, o mundo se despedia de Martin Luther King Jr, o pastor protestante e ativista político que se tornou ícone por sua luta pelo amor ao próximo e pelo repúdio à segregação racial norte-americana. Vale lembrar que somente entre 1883 e 1959, cerca de cinco mil negros foram linchados nos estados do Sul do país – e é este o momento histórico que a jovem dramaturga Katori Hall desconstrói na ficção.

Topo da Montanha faz alusão ao último grande discurso de Martin Luther King  (I’ve Been to the Mountaintop). Em Memphis, na Igreja de Mason, no dia 3 de abril de 1968, Luther King acabara de realizar seu último sermão. É exatamente neste cenário, um dia antes de seu assassinato, cometido na sacada do Hotel Lorraine, do quarto 306 – e na sequência de suas derradeiras palavras públicas –, que Martin Luther King, interpretado por Lázaro Ramos, conhece Camae, encenada por Taís Araújo, a misteriosa e bela camareira em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. Repleta de segredos, ela confronta o líder em clima de suspense e simultaneamente debochado. Deste modo, em perfeito jogo de provocações, faz o reverendo se lembrar que, como todos, é humano. Por meio do humor e da emoção, faz rir e pensar com retórica atual, seja para americanos ou brasileiros.

A escrita, diga-se, faz sentido mesmo quando comparada à situação política daqueles tempos. Para citar uma frase do espetáculo: “parem a guerra do Vietnã e comecem a lutar contra a pobreza” – vista sob a ótica do presente, ela ainda parece possível ser proferida e ressalta as características de um líder que “teve a força de amar aqueles que jamais puderam o amar de volta”. “Este texto me perseguiu como ator por dois anos, por meio de pessoas que diziam que tinha de fazê-lo no Brasil. E é contemporâneo porque é uma história também sobre enfrentar medos. Sobre os trilhos da coragem e do afeto”, resume Lázaro. “Tínhamos muito receio de que o texto fosse americano demais e não tocasse as pessoas. Mas o tempo e uma boa tradução nos convenceram que as questões do amor e da igualdade são relevantes e próximas a todos nós”, complementa Taís.

A boa tradução para o português a que se refere Taís é de Silvio José Albuquerque e Silva, responsável por dar vida a temas universais e ainda envolventes. “Hall revela um líder ao mesmo tempo radical e pragmático, profético e imprevidente, sonhador, sedutor, frágil e, sobretudo, humano”, resume Silvio.

Ficha Técnica

Texto de Katori Hall

Direção de Lázaro Ramos

Codireção de Fernando Philbert

Tradução de Silvio Albuquerque

Consultoria Dramatúrgica de Angelo Flávio

Assistência de direção Thiago Gomes.

Com Lázaro Ramos e Taís Araújo
Voz Inicial da Mãe de Martin Luther king de Léa Garcia

Preparação vocal de Edi Montecchi

Cenografia de André Cortez

Assistência de Cenografia de Carmem Guerra
Construção Cenário de Ono Zone Estúdio/ Fernando Bretas e Waldir Rosseti
Iluminação de Walmyr Ferreira
Assistência de Iluminação de Marcos Freire

Figurinos de Teresa Nabuco

Trilha sonora de Wladimir Pinheiro
Desenho de Som de Laércio Salles
Projeções de Rico Vilarouca e Renato Vilarouca

Fotos de estúdio de Jorge Bispo


Fotos de cena de Valmyr Ferreira e Juliana Hilal

Projeto gráfico da Dorotéia Design, Adriana Campos e Tamy Ponczyk

Revisão de Regina Stocklen

 

Theato Net Rio (657 lugares)
Rua Siqueira Campos, 143, Copacabana – Tel. 11 2147 8060
Classificação: 12 anos

Quando: de 16 de março a 29 de abril de 2018

Sextas e sábados, 21h, domingos, 19h

Valores: Plateia e frisas (R$120 inteira), Balcão (R$100 inteira)

Descontos: Cliente Avianca paga 50% no valor da entrada integral. Há também descontos para clientes NET, assinantes da revista Caras e sócios do Clube Sou Mais Rio.

Vendas: Ingressorapido.com e bilheteria do NET Rio

Funcionamento da Bilheteria: De 2ª a domingo, das 10 às 22h, inclusive feriados.

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