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Nathalia Timberg vive Iris Apfel no teatro

“More is more, less is bore.”

“Mais é mais, menos é chato”, uma brincadeira com o velho “Menos é mais”, é o lema da novaiorquina Íris Apfel, 97 anos, empresária, designer de interiores e hoje uma das maiores referências mundiais na arte pope no mundo fashion.

É sobre esta mulher que fala “Através da Iris”, solo de Nathalia Timberg com texto inédito de Cacau Hygino e direção de Maria Maya. A peça abre as comemorações pelos 90 anos de Nathalia, que se completam em 2019, com a atriz em plena atividade artística. A direção de produção é de Bruna Dornellas e Wesley Telles, da WB Produções.

Através das ideias arrojadas e do humor algo ácido de Iris Apfel, a peça é um elogio à liberdade de ser e de se expressar, em qualquer tempo da vida. Apfel, hoje aos 97 anos, inspira e surpreende artistas e criadores mundo afora com sua autenticidade e pensamento. Suas ousadas misturas ao se vestir, seus acessórios exuberantes, os óculos gigantes e roupas multicoloridas falam sobre a independência a que todos tem direito. Sobre experimentar – e se experimentar – sem medo do julgamento.

Quando ainda atuava como designer de interiores, Iris, junto ao seu marido, Carl Apfel (morto em 2015, aos 100 anos), viajava o mundo em busca dos tecidos perfeitos para a clientela ilustre que incluía nomes como Estée Lauder, Jacqueline Kennedy Onassis e Greta Garbo. A dupla foi chamada para decorar a Casa Branca por nove administrações: Truman, Eisenhower, Nixon, Ford, Kennedy, Johnson, Carter, Reagan e Clinton. Aos 84 anos de idade, a designer foi surpreendida por uma virada em sua vida: passou a ter seu estilo reverenciado pelo mundo todo depois se tornar tema de uma exposição no Metropolitan Museum de Nova York, onde inicialmente seriam apresentados cinco looksseus em uma pequena galeria, mas o evento se transformou numa exposição inteira com mais de 80 lookse cerca de 150 mil visitantes.

“Uma das maiores surpresas que tive ao escrever ‘Através da Iris’, foi ter encontrado uma segunda personagem, dentro da nossa ‘Estrela Geriátrica’. Não são apenas, moda, estilo, frases ácidas e divertidas que permeiam seu universo. Descobri uma mulher de vida colorida – ela mesma fala que as cores ressuscitam os mortos – com uma larga experiência, movida pela vivacidade, bom humor e coragem. Encontrei uma Iris que serve de exemplo pra todos aqueles que desistiram da vida. Lembrem-se de que ela tem 97 anos e uma imensa alegria de viver!”, vibra o autor Cacau Hygino.

SINOPSE

Nathalia Timberg está em cena como Iris Apfel dando uma entrevista – ela abre sua casa e divide, com uma suposta equipe jornalística, suas histórias e opiniões sobre os mais variados assuntos, sem papas na língua.

A MONTAGEM

Nas palavras da diretora:“O que mais me interessa durante o processo de construção teatral é a possibilidade de se estabelecer inúmeros pontos de vista sobre a mesma obra ou, no nosso caso, sobre a mesma pessoa. Quando me deparei com essa figura excêntrica, icônica que é Iris Apfel, eu, de imediato, fiz a minha escolha. Transpor para cena não aquela mulher com todos seus acessórios e marcas. Mas sim me apropriar do ser humano que estava por trás disto,  aproximando o espectador deste universo, que para mim não era somente estético. Estabeleci minha encenação por vias do teatro documental, na tentativa de ultrapassar essa linha tênue entre realidade e ficção. Onde as questões abordadas são pertinentes a qualquer geração, em qualquer tempo, afirmando verticalmente um pacto com o real.” 

 

A diretora Maria Maya, em parceria com o autor Cacau Hygino, concebeu o espetáculo como um documentário cênico. Os depoimentos da atriz no palco se misturam às suas aparições em vídeos projetados no cenário. As ações presenciais dialogarão com as ações virtuais, numa interação em tempo real.

O cenário de Ronald Teixeira é uma grande caixa vazada por janelões, por onde vemos o interior da casa de Iris, com sua exuberância e barroquismo – objetos multicoloridos que vão desde velas e obras de arte a bichos de pelúcia e flores, além de duas coloridas poltronas bergère. Ao longo da ação, esta caixa vai sendo desmontada, e vamos compreendendo que se trata de um estúdio de gravação, mais uma vez borrando os limites entre realidade e ficção.

A peça, apresentada pelo Ministério da Cultura e Renner, é realizada através da Lei Rouanet – Lei de Incentivo à Cultura, patrocinada pela Porto Seguro.

 

FICHA TÉCNICA

Texto:Cacau Hygino

Direção:Maria Maya

Elenco:Nathalia Timberg

Diretor Assistente:Michel Blois

Figurinista:Tatiana Brescia

Assistente de Figurino: Wercy

Confecção de Figurino:Dani Tereza

Confecção de Figurino e bordados:Emília Reily

Croquis:Allan Azevedo

Cenografia e Direção de Arte: Ronald Teixeira e Guilherme Reis

Assistente de Direção de Arte:Caroline Amaral

Cenotécnico:Humberto Júnior e equipe

Aderecista e Pintor de Arte:Gabriel Barros

Projeções Cênicas:Rico Vilarouca e Renato Vilarouca

Desenho de Luz:Adriana Ortiz
Assistente de Luz:André Martins

Trilha Sonora:Marcello H

Fotos:Rodrigo Lopes

Videomaker TV:Johnny Luz

Visagismo:Vavá Torres

Criação da Arte:Tua Agência

Diretor de Produção:Wesley Telles

Diretora Executiva:Bruna Dornellas

Produtor Executivo EUA:Victor Barroco

Produtor Executivo e Social Media:Deivid Andrade

Designer Gráfico:Ellen Trevizan

Assistente de Produção:Aline Gabetto

Coordenadora do Projeto:Letícia Napole

Assessoria Jurídica:Luana Petry e Priscila Benincá

Assessoria Contábil:Leucimar Martins
Marketing Cultural e Assessoria em Mídia:Rodrigo Medeiros

Realização:WB Produções
Apresentado por:Ministério da Cultura e Renner
Patrocínio:Porto Seguro

Assessoria de Imprensa:JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

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