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Kell Smith lança single “Mudei”

“Mudei” é o novo single de Kell Smith que saiu hoje, dia 25 de abril, em todas as plataformas digitais pelo Midas Music .

“O que posso falar é que observo muito as pessoas, pois me encontro nos outros. A (minha) música sempre vem dessa troca, de enxergar o outro sob a minha perspectiva. Esta vem também de um caos recente por que passei, transformei isso em arte”, diz Kell.

O caos a que ela se refere foi um caos emocional, escancarado na letra, em “Achei que nunca fosse superar/A dor que é perder alguém e ter de continuar”. A transformação em música veio mais uma vez com a parceria com o produtor Rick Bonadio, em assinatura que vem ganhando tom verde-e-amarelo de Lennon/McCartney de qualidade.

Rick pegou a música e foi direto: “Até tal parte está belíssima. O restante está denso, não é você”.

“(No caos) Ele me acolheu como se acolhe uma pessoa da família. Nossa relação é intensa, visceral, deliciosa e terapêutica. (Ele) É um artista inquieto, louco, em desconstrução. Eu o amo”, diz Kell.

O resultado do remodelamento de Mudei traz uma MPB contemporânea e pop, levada no violão, baixo, bateria, piano, com um arranjo de cordas de arrepiar no refrão final. Esta é a maneira, digamos, classificável e descritiva da música. Pois existe um componente indescritível.

Kell traz em tudo o que canta um ingrediente para o qual não existe vocabulário. Você pode tentar fisga-lo no pré-refrão, quando ela modula a voz para explodir em catarse no ápice da música, mas será como a analogia que a própria Kell faz com borboletas para falar das mudanças recentes por que passou. “Se você tentar prendê-las, irão lutar com a vida para escapar. Se você abordá-las com suavidade, se aproximarão de você”, diz.

É como você fisga esse ingrediente tão peculiar de Kell e presente em Mudei – uma assinatura que foge à descrição em texto ou palavras e que a torna uma artista tão rara. Algo que ela não perdeu com o sucesso, com o prêmio de ter se tornado a artista mais ouvida do país, e que traz desde que sua vida mudou aos 11 anos quando ganhou do pai o disco “Falso Brilhante”, de Elis Regina.

“Os últimos anos foram muito, muito, muito intensos. Foi uma descoberta. De tantas de mim, qual é minha essência? Pode ser a mistura de todas. Enxergo ainda a menina que ganhou ‘Falso Brilhante’. Sou cada música que canto, cada maquiagem que tiro, cada roupa que troco”, arrisca a resposta.

Kell é realmente cada música que canta. Desde seus textos como cronista do cotidiano, bem caracterizado no álbum “Girassol”, que lançou em 2018, até em letras onde se expõe completamente, como nesta. “Eu achava coisas que não acho mais/Roupas, sentimentos que não me servem mais/(…)O ontem passou/E o amanhã ainda não é meu/Tudo o que mudou/Me transformou no que hoje sou eu”, por exemplo.

“A única coisa que a gente tem controle é o que fazemos e entregamos. Sobre os outros não temos e nunca teremos controle. Em meio ao pânico e ansiedade vi que vale a pena lutar pela auto-cura”, receita.

Foi a fórmula que encontrou para, literalmente, mudar. Nessa mudança, se descobrir. Nessa descoberta, entender a própria arte. Como fica explícito nas duas frases com que encerra sua definição sobre o lançamento do single. “Nada tenho se for só uma música. A música é tudo o que existe por trás dela”.

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