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Kell Smith lança o álbum ‘O velho e bom novo’

Era uma vez…. Quis o destino que a introdução típica de contos de fada desse nome a uma música que parou o Brasil. Mas foi apenas a primeira página da história de uma cantora e compositora que se prova muito maior. Agora, Kell Smith lança “O Velho e Bom Novo“, pela Na Moral Produções, seu segundo álbum, inaugurando uma nova fase de sua carreira. Com 12 canções autorais, 8 delas em parceria com o maestro e produtor musical Bruno Alves, o disco é um convite poético à reflexão sobre vulnerabilidades, autoconhecimento e amor.

A lado A do álbum, com 6 faixas, chega às plataformas digitais dia 22 de maio.

Gravado com equilíbrio entre técnicas analógicas e digitais, “O Velho e Bom Novo” traz a inspiração e a voz de uma artista visceral, única, despida de qualquer recurso de afinação artificial. É um álbum orgânico como a própria vida.

Concebido como uma obra com lados A e B, o “O Velho e Bom Novo” resgata referências de uma época gloriosa da música brasileira, abraçando temas urgentes, como a saúde mental, depressão e ressignificação do luto. Assuntos que nos unem há gerações, infelizmente ainda vistos como tabus. No entanto, são ainda mais emblemáticos quando vivemos o confinamento, isolamento social e solidão impostos por uma pandemia global.

“Compor é sobre se entregar. É dar voz não só a si. O foco é não perder o foco da música. No fim das contas, a música é o coração de tudo”.
Kell Smith

“O Velho e Bom Novo” é sobre a vida real, sem medo de encarar conflitos e feridas. Em cada canção, Kell fala de seus dilemas e também do muito que absorveu, seja na poesia de Paulo Leminski, ou em grupos de Whatsapp com fãs. A artista nos traz pra perto com sensibilidade e compreensão, falando para todos, sem pré-julgamentos. Sua música é sofisticada e popular, diz também sobre o amor, liberdade e autoconhecimento. Os bastidores das composições e gravações do álbum foram lançados em formato da série documental “O Velho e Bom Novo”, disponível no canal oficial de YouTube da cantora: http://bit.ly/dockellsmith

A vitrola achada no lixo que mudou uma vida

O álbum marca o amadurecimento da artista, que há pouco mais de 5 anos sequer sonhava em subir em um palco. Mas, em 2019, chegou ao topo das paradas de rádios, plataformas de streaming e entrou em milhões de lares através de programas de tv.

Talvez uma das maiores aliadas de sua capacidade de compor seja a vivência. Filha de missionários, Kell morou em todas as regiões do Brasil. Das grandes metrópoles até uma aldeia indígena. E se o artista é retrato do meio, a palheta de Kell tem uma infinidade de tons.

Foi nestas andanças pelo Brasil que, aos 12 anos, Kell teve seu primeiro contato com a música não religiosa. Seu pai a presenteou com uma vitrola achada no lixo e o disco “Falso Brilhante” (1976), de Elis Regina. A poesia de Belchior, Aldir Blanc e a voz inigualável da cantora gaúcha mudaram sua vida. Dez anos depois, o pai lhe disse que “não adianta você ser útil só para a família, você deve ser útil aos que você não sabe o nome”.

Foi a senha para decifrar que a música seria a ferramenta capaz de tocar o outro profundamente. Kell encontrava um ponto de virada, sua vida ganhou um novo norte: levar sua voz ao mundo e transmitir sua mensagem às pessoas.

“Eu sei que a música salva. Ela me salvou de mim. Ela me fez traduzir aquilo que era tão difícil verbalizar, sobre mim, minhas histórias, histórias que não são minhas, mas sei que são tão reais. A música escolhe.
Kell Smith

Anos mais tarde, em um momento do showbiz quando confundem o artista com produto, em “O Velho e Bom Novo”, Kell Smith trafega na contramão sem pedir licença. Dona de afinamento e polivalência vocal rara, seu trabalho é visceral. Nada de seguir fórmulas prontas, ou botar a voz em letras sob encomenda, feitas a muitas mãos em escritórios de produção em massa, para agradar nichos friamente calculados por departamentos de marketing. O trabalho de Kell é original, por vezes biográfico. Não se trata de números, mas de emoção e sentimento.

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