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Exposição “Na Borda 9 Coletivos, uma cidade” no SESC Consolação

Reunir nove coletivos artísticos de São Paulo em torno da prática e da reflexão sobre a intervenção urbana hoje. Em síntese, esse é o objetivo da exposição “Na Borda – Nove Coletivos, Uma Cidade”, que o SESC Consolação abre para convidados dia 2 de julho e para o público a partir do dia 3 (terça). A mostra, que recebe visitantes até o dia 11 de agosto, leva para diversos espaços da unidade intervenções realizadas em espaços públicos da cidade ao longo de três meses pelos os coletivos BijariProjeto MatilhaCOBAIAContrafiléEIAEsqueleto ColetivoFrente 3 de FevereiroNova Pasta Ocupacidade.

Com cenografia assinada por Mariana Cavalcante, a exposição busca pensar a condição da intervenção urbana hoje, além das ações diretas que expressam como cada coletivo pensa e atua artisticamente. Algumas questões se colocam: será que o espaço público urbano continua a ser um terreno fértil para reelaborar poeticamente a vida? Quais mudanças se operaram nos últimos anos em relação à prática de intervenção urbana? Vale lembrar que a programação inclui ainda uma série de debates com os grupos participantes.

Na exposição, criações poéticas no espaço urbano se deparam com um novo desafio: como ativar as forças da rua no espaço expositivo? Como recriar a força de ruptura das intervenções num espaço institucional com todos os seus dispositivos cognitivos? Como manter o ponto de interrogação das intervenções numa proposição de registro e contextualização histórica?

Na Borda se propõe atualizar o encontro entre grupos que atuam criando novas formas de representação e de trabalho colaborativo e coletivo. Os atritos, alianças e fluxos possíveis para este encontro podem inaugurar uma nova fase de desenvolvimento da produção coletiva em São Paulo.

Deste modo, a mostra Na Borda oferece para a cidade uma oportunidade única de ver os principais coletivos artísticos em atuação e promover um marco para discussão sobre as práticas colaborativas, coletivas e de intervenção urbana.

Atividades paralelas – Durante o período de exposição, às quartas e aos sábados, o SESC Consolação vai sediar uma série de debates e intervenções (ver programação abaixo) como ações complementares. No dia 8 de agosto, haverá o lançamento do “Na Borda Intervenções Esqueleto”, um registro que perpetuará o projeto.

COLETIVOS E OBRAS
Projeto Matilha: Identidade Trans
Intervenções poético-grafadas. Parte do processo de pesquisa sobre trânsitos de identidade e seus desdobramentos poéticos em diversas linguagens.

EIA: Agência Ficcional
Venha fazer parte da Agência Ficcional. Dispa-se de seus trajes habituais e revele sua identidade secreta. Para os que não cabem em si. TRANSBORDE!

O EIA, Experiência Imersiva Ambiental, é formado por  Floriana Breyer, Milena Durante, Gisella Hiche, Felipe Brait, Rodrigo Vitullo, Marina Ronco, Eduardo Verderame, Sergio Machado e Hélio Ribeirão, um grupo que trabalha mapeando, reunindo, viabilizando e propondo ações que tem como denominador comum o espaço da rua. Desde 2004 organiza um encontro anual de abrangência nacional recebendo propostas de arte pública enviadas por artistas de diversas localidades do Brasil, reunindo os artistas em um intenso intercâmbio cultural.

Contrafilé: Parque para brincar e pensar
O Parque para brincar e pensar cria uma intervenção poética que torna visível a realidade de um território com todas as suas contradições e que, ao mesmo tempo, é descobridora de sonhos, perspectivas e projetos de futuro.

Criado no ano 2000 por Cibele Lucena, Jerusa Messina, Joana Zatz, Peetssa e Rafael Leona, o Contrafilé é um grupo de investigação e produção de arte que trabalha implicado na realização da vida pública, o que é, ao mesmo tempo, ponto de partida e território de proliferação do seu trabalho.

Bijari: Ocupalândia
Criação de um território a partir do enfrentamento entre as estruturas de poder e a possibilidade de construção de alternativas transformadoras das formas de convivência; anúncio dos estados de exceção não declarados e sua presença na vida cotidiana.

Eduardo Loureiro, Geandre Tomazoni, Giuliano Scandiuzzi, Gustavo Godoy, Mauricio Brandão, Olavo Yang, Rodrigo Araújo integram o grupo criado em 1996, por arquitetos e artistas. O Bijari é um centro de criação de artes visuais, multimídia e arquitetura. Desenvolvendo projetos em diversos suportes e tecnologias, o grupo propõe experimentações artísticas, sobretudo de caráter crítico.

Frente 3 de Fevereiro: #DIGITESUASENHA
São Paulo, 2012. Ponte Estaiada: proibida entrada de pessoas, bicicletas e ônibus. A chave-carro para entrar no cartão postal da cidade. Nem mais embaixo da ponte se vai. Grades protegem o lixo dos condomínios. Caixa-forte do lixo. Chave-número para ingressar. A senha que morrerá com você. Escolha a palavra-chave para conviver.

A Frente 3 de Fevereiro é um grupo transdisciplinar de pesquisa e ação direta acerca do racismo na sociedade brasileira. Associa o legado artístico de gerações à histórica luta e resistência da cultura afro-brasileira. Seus integrantes são Achiles Luciano, André Montenegro, Cássio Martins, Cibele Lucena, Daniel Lima, Daniel Oliva, Eugênio Lima, Felipe Texeira, Felipe Brait, Fernando Alabê, Fernando Coster, Fernando Sato, João Nascimento, Julio Dojcsar, Maia Gongora, Majoí Gongora, Marina Novaes, Maurinete Lima, Pedro Guimarães e Roberta Estrela D’Alva.

Ocupeacidade: Sonho Meu Imóveis
A cidade está à venda. Quem pagar mais leva tudo!!! Aproveitando este boom imobiliário o grupo lançou a “campanha” SONHO MEU IMÓVEIS: “Você compra, nós vendemos. Você vende, nós compramos”. Cidade limpa, cidade linda, cidade cinza.

O coletivo Ocupeacidade surgiu em 2006 com a proposta de unir pessoas interessadas em produzir coletivamente ações artísticas na cidade, sejam eles artistas ou não. Desde então vem atuando como um grupo aberto, de livre participação, propondo ações onde o processo de produção coletiva constitui o método de trabalho, e o principal objetivo é a participação ativa dos sujeitos na vida da cidade.

C.o.b.a.i.a.: A intromissão da dúvida no espaço público
O C.o.b.a.i.a. fará uma proposição ao público para tentar desvendar as palavras ocultas de cada frase. Um exercício de reflexão psicogeográfica.

Almir Almas, Cláudio Santos, Daniel Seda, Lucas Bambozzi, Rogério Borovik, Rodrigo Minelli e Sofia Panzarini refletem a instabilidade típica das associações que movem muitos dos projetos colaborativos. O C.o.b.a.i.a. surge em torno da necessidade de experiências de imersão nas diversas realidades que constituem a vida urbana.

Esqueleto Coletivo: Teto de Vidro
Como explorar o limite da mínima ação, produzir uma quebra na continuidade, uma ruptura na superfície? Uma intervenção sonora manipulando imagens e imaginários. Uma emulação criando camadas no Real.

Eduardo Verderame, Luciana Costa, Mariana Cavalcante, David Santos, Rodrigo Barbosa formam o Esqueleto Coletivo, um grupo de artistas que busca ampliar o diálogo da arte nos espaços da vida cotidiana. Propõe reflexões sobre movimentos sociais, violência, exclusão e contraste social, visualidade urbana e outras implicações da vida pública e privada.

Nova Pasta: A Revolta dos Burros
“Aos nossos cavalos o eterno reconhecimento, aos burros o esquecimento”. A Revolta dos Burros proclama o resgate histórico do burro como importante desbravador de caminhos pelo território brasileiro. O desafio será eleger o burro como novo símbolo do país e resgatar sua importância histórica.

O Nova Pasta é um centro de produção, debate, documentação e exposições de arte contemporânea. Distante do conceito de galeria, o projeto Nova Pasta aponta para um caminho de cooperação, contando com a vontade e necessidade de circulação da produção. Integram o coletivo os artistas Túlio Tavares, Antonio Brasiliano, Paulo Zeminian, Lucas D, Augusto Citrangulo, Fabiana Mitsue, Marcos Vilas Boas e Guto Lacaz.

PROGRAMAÇÃO

Dia 2 de julho – Segunda, às 19h30 – Abertura da Exposição / Intervenção EIA
Dia 4 de julho, Quarta, às 19h – Debate I – Nova Pasta, COBAIA, Esqueleto Coletivo: Mediadora: Fabiane Borges
Dia 7 de julho – Sábado, às 15h Intervenção Matilha
Dia 11 de julho – Quarta, às 19h – Debate II – EIA, Matilha, Ocupeacidade –  Mediadora: Flávia Vivacqua
Dia 14 de julho – Sábado, às 15h – Intervenção Ocupeacidade Dia 18 de julho – Quarta, às 19h – Frente 3 de Fevereiro
Dia 25 de julho – Quarta, às 19h – Debate III – Contrafilé, Bijari, Frente 3 de Fevereiro – Mediadora Suely Rolnik
Dia 28 de julho – Sábado, às 15h – Intervenção COBAIA
Dia 1 de agosto – Quarta, às 19h – Intervenção Nova Pasta
Dia 4 de agosto – Sábado, às 15h – Intervenção Contrafilé
Dia 8 de agosto – Quarta, às 19h – Lançamento do catálogo Na Borda – Intervenção Esqueleto Coletivo
Dia 11 de agosto – Sábado, às 15h – Intervenção Bijari (na piscina)

FICHA TÉCNICA
Produção: Invisíveis Produções
Coordenação: Daniel Lima – Túlio Tavares
Direção de Produção: Marcos Farinha
Cenografia: Mariana Cavalcante
Coordenação do Educativo: Joana Zatz e Rafael Leona
Coletivos Artísticos: Bijari, Projeto Matilha, COBAIA, Contrafilé, EIA, Esqueleto Coletivo,­­­ Frente 3 de Fevereiro, Nova Pasta e Ocupeacidade
Realização: SESC SP

SESC CONSOLAÇÃO APRESENTA A MOSTRA “NA BORDA – NOVE COLETIVOS, UMA CIDADE”
Temporada: De 03 de julho a 11 de agosto.
Horários: segunda a sexta, das 10h às 21h30. Sábados e feriado, das 10h às 18h30.
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245
Telefone: 3234-3000

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