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Cantora baiana Jadsa lança o disco “Olho de Vidro”

Após o lançamento da tríade de singles “A Ginga do Nêgo”, “Raio de Sol” e “Lian”, agora é a vez da cantora, compositora, guitarrista e diretora musical Jadsa (BA) mostrar seu primeiro álbum, Olho de Vidro (Natura Musical), na íntegra. O disco chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, 26 de março, com lançamento pelo selo paulistano Balaclava Records.



As três músicas já lançadas revelam alguns dos caminhos sonoros por onde Jadsa transita e, agora, ao longo das 14 faixas, fica mais evidente a fusão de ritmos, estilos e referências da artista. O repertório do disco vinha sendo construído desde 2015, mas foi entre 2018 e 2019, período no qual Jadsa morou em São Paulo, que Olho de Vidro tomou corpo com novas inspirações e composições e com a formação da banda que colaborou na criação de arranjos e a acompanha ao vivo. Dessa fase paulista, destacam-se “A Ginga do Nêgo”, parceria com o baixista Caio Terra, e “Vidrada”, composta especialmente para encerrar a jornada do álbum.

A narrativa do disco possui momentos diversos: dos mais intimistas, como em “Mergulho”, faixa que abre o disco e convida ao salto na obra, até a dinâmica “Sem Edição”, que vem logo na sequência evocando Gal Costa e Tulipa Ruiz em um rock repleto de groove e arranjos de vozes que remetem ao grande homenageado do disco, Itamar Assumpção. Após vem “Já Ri”, composta em meados de 2016 e que faz-se atual no Brasil da quarentena sem fim. Em outros momentos Jadsa flerta com ritmos como o samba e o reggae, sendo que uma característica marcante de sua música é utilizar o estilo “solto” do jazz, brincando com o tempo das músicas e fazendo todos os estilos coexistirem.

Sobre a homenagem a um dos ícones da Vanguarda Paulista, Itamar Assumpção, Jadsa comenta: “Depois que escutei Itamar virou uma chavinha na minha cabeça e abriu possibilidades. A música, a imagem e a energia dele, para mim, formam uma presença que é quase uma entidade. Foi por meio do som dele que conheci a maior parte das pessoas em São Paulo”.

Para ela, homenagear Itamar é também se posicionar artisticamente. “Escutando muito mais o som de Itamar percebi que ele sempre está na beira (uma coincidência aqui é que a primeira música do meu EP “Godê” é “Nabeira”). Ele beira o samba, beira o reggae, beira o rap – que na época nem existia -, beira o rock. Ele entra e sai dos estilos musicais como num mergulho. Para mim não existe isso de ‘ter que fazer um pop, ter que fazer um rock’. Minhas músicas são minha cabeça, minhas criações, são o que eu vou cantar pra vida e não vou me forçar a nada. E Itamar pra mim é isso”, completa.

Com produção musical de João Meirelles (BaianaSystem, Infusão), “Olho de Vidro” traz, além das participações de Ana Frango Elétrico e Kiko Dinucci (ambos em “Raio de Sol”), e Luiza Lian (em “Lian”), a presença das cantoras e compositoras Josyara e Raíssa Lopes (Obinrin Trio); da tecladista Aline Falcão, do violoncelista Filipe Massumi e do baterista Sérgio Machado. Da banda base, gravaram Jadsa, o baixista Caio Terra, a baterista Bianca Predieri, as cantoras Marcelle e Marina Melo e o percussionista Filipe Castro.

“Penso no Olho de Vidro como uma resistência. Quando se fala em música baiana, geralmente a primeira coisa que vem à mente é o axé e o pagode. No meu disco trago um lado mais subversivo, utilizando a linguagem do rock para explorar os estilos musicais mais populares da Bahia, como reggae, samba e outras referências locais. Por exemplo, em ‘Raio de Sol’, tem inspirações do samba do Recôncavo e do samba rural”, diz Jadsa.

Olho de Vidro foi gravado em 2019 no Red Bull Studios, em São Paulo, e tem lançamento pelo selo Balaclava Records. O projeto tem produção executiva da empresa baiana Giro Planejamento Cultural em parceria com Rafaela Piccin e conta com patrocínio de Natura Musical e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Jadsa foi selecionada pelo Edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura da Bahia (FazCultura), ao lado de Mateus Aleluia, Russo Passapusso e Antonio Carlos e Jocafi, e Coletivo Afrobapho, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para 56 projetos de música até 2020, como Margareth Menezes, Larissa Luz, Lucas Santtana e Ilê Ayê.

“Natura Musical sempre acreditou na força da música para mobilizar as pessoas. Para refletir esse propósito e dar espaço a diferentes vozes, a plataforma apoia artistas, bandas e projetos de fomento à cena capazes de amplificar debates como a diversidade, sustentabilidade e impacto positivo na sociedade”, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding.

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