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Banda Mirim faz nova temporada do Fantasma do Som no Sesc Consolação

Depois de estrear no Centro Cultural São Paulo, passar pelo SESC Pompeia e viajar pelo Interior do Estado, O FANTASMA DO SOM, musical radiofônico para crianças e adultos da premiada BANDA MIRIM, partepara sua terceira temporada na capital paulista. A sexta produção do grupo dirigido por Marcelo Romagnoli reestreia no Teatro do SESC Consolação e fica em cartaz aos sábados de agosto, sempre às 11 da manhã – dias 3, 10, 17, 24 e 31 de agosto, com ingressos a R$ 2,00, R$ 4,00 e R$ 8,00.

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Aos 9 anos, depois de 13 prêmios, 5 peças, 2 CDs, especial de televisão e um espetáculo contado em 8 episódios no suplemento Folhinha, da Folha de S. Paulo, a Banda Mirim se aventura a revelar os bastidores do rádio em seu novo trabalho. No palco, os 11 artistas tocam, cantam e interpretam para recriar o universo das radionovelas.

No estúdio da emissora de rádio, a mesa com papéis e a máquina de escrever. Atrás, o quadro da moça de cabelos cacheados tocando baixo acústico. À direita, equipamentos de gravação, dois rolos de fitas, botões e manivelas. Ao fundo, a bancada dos radioatores, material de sonoplastia e um microfone divertido, reluzente. Esta é a atmosfera do espetáculo O Fantasma do Som.

Nos bastidores, texto e direção de Marcelo Romagnoli, figurinos de Fábio Namatame e cenário e iluminação de Marisa Bentivegna. Em cena, o grupo de onze artistas vem afiado e afinado com os atores-cantores Alexandre Faria, Claudia Missura, Edu Mantovani, Foquinha, Lelena Anhaia, Nina Blauth, Nô Stopa, Olívio Filho, Rubi, Simone Julian e Tata Fernandes.

Para celebrar os 90 anos da primeira transmissão radiofônica (ocorrida em 7 de setembro de 1922), a trama se passa no estúdio de uma rádio. Faz referência às antigas radionovelas e recria o ambiente da década de 40, hoje desconhecido do público infantil. Com agilidade, a trupe se desdobra para tocar, cantar, interpretar e recriar elementos sonoros característicos de um programa de rádio como vinhetas, locuções e propagandas.

Costurada por 12 canções e repleta de possibilidades sonoras, a peça trata de temas como a memória, a perda de pessoas queridas, a ausência, a superação, a aceitação e o embate entre o antigo e o novo.Responsável pela direção musical, Tata Fernandes conta que as músicas foram inspiradas a partir do texto. “A  trilha da peça  foi criada com músicas instrumentais, canções, vinhetas  e sonoplastias que dialogam com a dramaturgia. Todos os integrantes participam da escolha das propostas e dos arranjos musicais”, explica Tata.

Pino Azambuja (Alexandre Faria) e Mercedes Azambuja (Foquinha) são donos da pequena e pobre Rádio Azambuja, que está prestes a abrir falência desde que a filha única do casal, a jovem Janete Azambuja (Lelena Anhaia), morreu. Para salvar a audiência, resolvem gravar uma radionovela como uma novidade na programação. 

Com deficiência visual, Pino Azambuja é responsável por escrever e roteirizar a história e escala radioatores consagrados, como o casal Suzete Rupião (Claudia Missura) e Cid Farnel (Olívio Filho), descolados na arte de interpretar. A confusão começa com a chegada da sobrinha dos donos da rádio, a deslumbrada Mary Lee (Nô Stopa), completamente inapta para questões artísticas, mas que ganhou o papel principal na radionovela.

O cenário é composto por três grandes módulos em tons de madeira que funcionam como mesas que se deslocam para onde a ação está acontecendo. Marisa Bentivegna buscou referências na art déco dos anos 20.Para o quadro com o retrato de Janete se inspirou nas pinturas e afrescos do artista plástico Alphonse Mucha. “A ideia é brincar com o ponto de vista. Ir colocando em primeiro plano e criar uma dinâmica. Os módulos são bancadas que parecem flutuantes, pois remetem ao movimento de algumas aparições do fantasma da Janete Azambuja”, explica.

Os figurinos de Fábio Namatame são glamurosos e coloridos trazendo um contraponto do charme da época de ouro do rádio com a estética dos desenhos animados, criando um estilo meio retrô ao mesclar o antigo com o novo.

 

O FANTASMA DO SOM – Reestreia dia 3 de agosto, 11 horas, no Teatro Anchieta.
SESC Consolação. 
Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, SP, CEP: 01222-020.
Temporada 
– sábados às 11 horas, dias 3, 10, 17, 24 e 31/08 – Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, SP, CEP: 01222-020.
Ingressos: R$ 2,00/R$ 4,00/R$ 8,00. 

Classificação a partir de 5 anos.
Duração: 60 minutos.

Texto e Direção: Marcelo Romagnoli.
Elenco: Alexandre Faria, Claudia Missura/Tatiana Thomé, Edu Mantovani, Foquinha, Lelena Anhaia, Nina Blauth, Nô Stopa, Olívio Filho, Rubi, Simone Julian e Tata Fernandes.
Participação Especial: Giovanni Venturini.
Iluminação e Cenário: Marisa Bentivegna.
Figurino: Fábio Namatame.
Direção Musical: Tata Fernandes.
Som: Ernani Napolitano.
Apoio Técnico: Luiz Cláudio Fumaça.
Produção: Andrea Pedro

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